quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Evolução da Relações Públicas no Brasil

Com o desenvolvimento das indústrias no Brasil no início do século 20, foi preciso passar informações ao público sobre tais empresas que estariam por vir a crescer em nosso país. Em 1914, foi criado o primeiro departamento dessa área, pela empresa canadense The São Paulo Light and Power Co. Limited. Com o objetivo de dar informações ao público, sobre os negócios da Light com autoridades municipais e estaduais, administração dos passes escolar concedidos pela companhia aos estudantes, entre outros assuntos.
Foi no governo de Getúlio Vargas com as constantes greves das indústrias e outros movimentos dos operários é que foi visto a importância numa boa comunicação entre patrão e empregado. Nessas décadas de 30 e 40 o Governo pensam em manipular a opinião pública inserindo censura aos veículos de comunicação, formando sua própria versão política e social do país, começou então a serem criados alguns departamentos de comunicação.
Na década de 50 a área adquire maior forma como atividade profissional, grandes empresas passaram a exigir competência e técnica nos seus setores de comunicação, deixando de lado profissionais improvisados e inexperientes. Em 1953, a ONU e a Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas realizam o primeiro curso de Relações Públicas, sob a regência de Eric Carlson.
A partir da regulamentação profissional foi que as Relações Públicas cresceram no plano acadêmico isto corre no dia 11 de dezembro de 1967 pelo seu Decreto nº 63.283, de 26 de setembro de 1968, que "aprova o regulamento da Profissão de Relações Púbicas de que trata a Lei 5.377, de 11 de dezembro de 1967".
Nos anos 90 o Relações Públicas passou a ser considerado de forma estratégica para as organizações, onde se vincula estritamente ao negócio, passando, também, a ser comandada por profissionais com uma visão abrangente, seja de comunicação, seja do mercado em que a empresa ou entidade se insere.
Atualmente o Relações Públicas vem se destacando e conquistando espaços para conquistar um novo patamar, tornando-se um elemento importante do processo de inteligência empresarial. Seu novo perfil busca utilizar de novas tecnologias, explorando as emergências das indústrias e a mídia.